|
08/10/08
Conferência Regional da Ásia e do Pacífico Preparatória à
CONFINTEA VI
6 a 8 de outubro de 2008, Seul, República da Coréia.
Informe elaborado por Yanti Muchtar e Yoko Arai
Español
english
A CONFINTEA VI será precedida por cinco Conferências Preparatórias Regionais
que foram programadas sobre os eixos temáticos gerais adaptados às
respectivas especificidades regionais. A conferência regional tem como
objetivo discutir e validar o Informe Síntese Regional (preparado com base
nos informes nacionais sobre o desenvolvimento e a situação da educação e da
aprendizagem de pessoas adultas). Identificará os temas chave em torno a
esses mesmos temas e oferecerá recomendações essenciais, e os “benchmarks”
ou pontos de referência para a educação e a aprendizagem de pessoas adultas
para a próxima CONFINTEA VI.
A Conferencia Regional Preparatória da Ásia e do Pacífico foi programada
para ser realizada de 6 a 8 de outubro de 2008, em Seul, República da Coréia.
Foi organizada em cooperação com o Instituto Coreano para a Aprendizagem ao
Longo de Toda a Vida (NILE) representando o Governo da República da Coréia,
o Escritório Regional da UNESCO para a Ásia e o Pacífico em Bangkok e o
Escritório da UNESCO em Beijing.
Cada Estado Membro da Região da Ásia e do Pacífico foi convidado a enviar
uma delegação de pelo menos três pessoas.
Considerando a ampla e variada natureza da aprendizagem e da educação de
pessoas adultas, a composição da delegação deveria ser, sempre que possível:
a) multisetorial, e b) representativa das diferentes categorias de
contrapartes: agências governamentais, comunidades e grupos de pesquisa, e
os setores corporativos.
O comitê organizador também convidou como observadoras algumas organizações,
inclusive redes internacionais não governamentais que trabalham no nível
regional e sub-regional na Ásia e no Pacífico. A ASPBAE e o ICAE
participaram dessa Conferência Preparatória Regional como observadores.
A conferência teve início no dia 6 de outubro, no Sheraton Grande Walkerhill
em Seul, Coréia, e terminará no dia 8 de outubro. Este informe é uma
atualização da informação sobre ela.
5 de outubro de 2008
Reunião Estratégica das Organizações da Sociedade Civil para a Conferência
Regional da Ásia e do Pacífico Preparatória à CONFINTEA VI
Este encontro foi convocado e conduzido pela ASPBAE, com o objetivo de:
a)orientar e atualizar informações sobre a conferência; b) acertar os pontos
em comum de lobby; c) realizar um mapeamento do espaço e das oportunidades
para realizar ações de lobby durante o evento e acertar as estratégias que
as organizações da sociedade civil (OSC) utilizarão para isso.; d) definir
modos de coordenação das OSC durante o evento.
A este evento compareceram Adama Ouane, Diretor da UIL, e delegações das OSC,
inclusive a GEO-ICAE. Adama partilhou com as pessoas presentes informação
atualizada sobre a Conferência no que se refere a metas, temas chave,
mecanismo e comitê de redação. O informe da ASPBAE também foi discutido
nessa reunião.
As decisões tomadas: a) a ASPBAE realizará ações de lobby com o objetivo de
formar parte do comitê de redação das OSC; b) ficaram acertados pontos de
lobby para o comitê de redação; c) Seis recomendações das OSC sobre
políticas e ações relativas à educação e à aprendizagem de pessoas adultas
na Ásia e no Pacífico, que incluem recomendações sobre gênero, migrantes, e
pessoas em áreas de conflito e desastre; e d) modos de coordenação durante o
evento.
Com base nesse encontro, a equipe de trabalho da GEO-ICAE (Yoko e Yanta)
preparou os documentos do ICAE e da GEO para compartilhar com os presidentes
dos comitês, os e as integrantes do comitê de redação e com os e as
participantes durante o evento. Também foram discutidas as estratégias para
o uso dos espaços de incidência durante o evento, com a finalidade de
destacar as recomendações do ICAE e da GEO-ICAE, bem como as da ASPBAE, como
rede regional da Ásia e do Pacífico.
6 de outubro de 2008
Os objetivos do primeiro dia da Conferência foram: a) compor a Mesa da
Conferência, integrada por Presidente e Vice-presidentes; e escolher o
Presidente e os Integrantes do grupo de Redação; b) refletir sobre o informe
síntese regional apresentado e identificar os temas, desafios e implicações
do contexto com relação à educação e à aprendizagem de pessoas adultas na
região, particularmente nas cinco áreas principais que serão abordadas na
CONFINTEA VI: políticas, financiamento, ferramentas de monitoramento,
inclusão e participação.
As sessões do primeiro dia foram:
a.Sessão da manhã: (a) Cerimônia de Abertura (b) Escolha da Mesa da
Conferência: Presidente e Vice-presidentes, e do Comitê de Redação; (c)
apresentação da exposição central, a cargo de Khuning Kasama Varavarn, da
Tailândia; (d) apresentação do informe síntese regional sobre educação e
aprendizagem de pessoas adultas na região da Ásia e do Pacífico, a cargo de
Manzoor Ahmed.
b.Sessão da tarde: Discussão de temas chave, tendências e desafios (grupos
de discussão de 4 sub-regiões: Sul da Ásia, Sudeste Asiático, Leste da Ásia,
e o Pacífico) bem como um breve informe sobre o grupo de discussão na
reunião plenária.
Foram os seguintes os resultados da sessão:
a.A Mesa da Conferência ficou assim composta:
(1)Presidente : Ahn Byong Man, Coréia
Vice-presidentes: Chefes das Delegações da Índia e do Camboja
(2)Presidenta do Comitê de Redação: Carol Kidu, Papua Nova Guiné
Membros:
- Integrantes da Delegação dos Governos da Coréia, Nova Zelândia, Sri Lanka,
Indonésia, Cazaquistão.
- Manzoor Ahmed (autor do informe síntese regional)
- ASPBAE, em representação das OSC.
b. Na discussão dos temas, tendências e desafios chave, a contribuição das
OSC foi importante, especialmente ao trazer propor temas importantes que não
haviam sido abordados pelo informe síntese regional, nem nas apresentações
formais dos governos, tal como a importância dos instrumentos de
monitoramento da sociedade civil, os temas de gênero, ou as necessidades das
pessoas migrantes e das que se encontram em áreas de conflito, no que se
refere à educação.
As decisões das OSC durante o primeiro dia da conferência foram:
(a) A realização de ações de lobby entre os delegados e a UNESCO para propor
a ASPBAE como integrante do comitê de redação. Como resultado a ASPBAE foi
eleita como integrante do comitê de redação, sendo representada por Maria
Khan.
(b)Influenciar nas discussões e nos resultados mediante recomendações feitas
por OSC e participar ativamente em todas as sessões, especialmente nos
grupos de discussão.
(c)Distribuir e compartir os documentos das OSC com o Presidente, os Vice-presidentes
e os membros do Comitê de Redação. Foram entregues os documentos da GEO-ICAE
e da ASPBAE a todas as pessoas mencionadas.
No que se refere à GEO-ICAE, foram especialmente elaborados por Yoko
marcadores de livro e auto-adesivos para serem distribuídos juntamente com
os documentos. Estas ferramentas de advocacy foram de muita ajuda para fazer
com que os participantes se interessassem na leitura dos documentos.
NO final da tarde do primeiro dia, a delegação das OSC, sob a condução da
ASPBAE, realizou uma reunião de coordenação no para dar informação
atualizada sobre a conferência, sobre os espaços para a incidência das OSC
durante o segundo dia, e as formas efetivas para influenciar nos resultados
da reunião.
Prezados/as amigos/as
Gostaríamos de compartilhar com vocês a carta abaixo, enviada por Don Bonyo,
graduado do curso de formação em advogacia do ICAE, e Chefe do Departamento
de Programas de DARAJA CIVIC INITIATIVES FORUM no que diz respeito ao Fórum
da Sociedade Civil para a África, a realizar-se antes da Conferência
Preparatória Regional da CONFINTEA VI em África.
Atenciosamente,
Marcela Hernandez
ICAE
Queridos / as militantes da EPT,
Em nome do grupo de trabalho da pré-CONFINTEA VI da Coalizão do Elimu Yetu,
enviamos cumprimentos do Quênia.
Falta exactamente um mês para a Conferência Preparatória Regional de
CONFINTEA VI para a África, a realizarse em Nairobi, Quênia, e os planos
estão em fase avançada no Quênia, que irá acolher esta conferência. O
Ministério da Educação do Quênia, por meio do Departamento de Adultos e
Educação Continuada está conduzindo o processo de planejamento,
conjuntamente com o escritório da UNESCO em Nairobi. A Coalizão Elimu Yetu e
ANCEFA são membros da comissão de planejamento, representando as
organizações da sociedade civil. Por outro lado, a Coalizão Elimu Yetu
lançou também uma comissão para planejar a Cúpula da Sociedade Civil na
África pré-CONFINTEA VI que sera realizada entre a segunda-feira, 3 de
novembro e a quarta-feira, 5 de Novembro, 2008, em Nairobi.
Tendo em conta que nem todas as organizações da sociedade civil serao parte
das respectivas delegações governamental na conferência regional, tendo em
conta que nem todos os países da Africa têm feito conferências nacionais
para validar relatórios nacionais, e considerando também que muitas
organizações da sociedade civil no continente não têm informações sobre o
processo de desenvolvimento e síntese do relatório da África para CONFINTEA
VI, a Coalizão Elimu Yetu considera oportuno convocar a Cúpula da Sociedade
Civil na África com o objectivo principal de consolidar a posição de a
sociedade civil sobre os tópicos a serem abordados durante a Conferência
Preparatória Regional da CONFINTEA VI em África.
O objetivo deste e-mail é acrescentar a nossa voz para a comunicação
permCoalizãoanente entre os atores da sociedade civil dentro e fora da
África, em relaçao ao CONFINTEA VI. Esta mensagem serve também para informar
todas as outras redes e parceiros da EFA, que a Coalizão Elimu Yetu enviara
periodicamente informações actualizadas para as organizações da sociedade
civil no que diz respeito a planos, programas e outras áreas, no Quênia, no
que diz respeito à próxima conferência regional.
Para a Cúpula da Sociedade Civil na África, gostaríamos de recolher opiniões
sobre o assunto, em especial das organizações da sociedade civil, que estao
fora de suas respectivas delegações governamentais, mas poderam viajar a
Nairobi para a Cúpula da Sociedade Civil, e aquelas organizações que não
podem vir, mas que desejam fazer apresentações ou contribuições via e-mail
ou qualquer outro meio e, por outro lado, aquilo que precisamos de
estratégias para pôr em prática com antecedência, para garantir que a
sociedade civil tênha uma representação adequada na conferência liderada
pela UNESCO e que suficiente tempo seja atribuído na agenda da conferencia
para a sessao das organizações da sociedade civil.
Esperamos sua resposta e agradecemos o que enviem as respostas ao endereço
da Coalizão Elimu Yetu, ao seguinte e-mail: info@elimuyetu.net. O oficial
encarregado da Secretaria de Elimu Yetu é a Sra. Isabella Osoro, que enviará
atualizações periódicas, e ao mesmo tempo, responderá às suas perguntas.
Por favor, faça o favor de compartilhar essa comunicação com outras pessoas,
organizações, redes e coligações a nível do continente que trabalham na área
da EFA.
Saudações,
Don Bony
Gerente de Programas
--
Civic Iniciativas fórum Daraj
Langata Road, Sociedade de Bem-Estar da Criança Quênia Building, 1 º FLR.
P O Box 6570-00100
Nairobi, Quênia.
Fax: (020) 60 36 90
Nós Telefone celular: +254 720 299100 e 734 950877
Website:
www.darajacif.org
Reunião Preparatória Regional rumo a CONFITEA VI. México, DF. setembro de
2008.
Informação de Interesse sobre a Reunião Preparatória Regional a CONFITEA VI
UNESCO-ONU- Educação de Jovens e Adultos/as: México, setembro de 2008
Rumo à Cúpula de Belém do Pará: Brasil 2009.
Síntese das exposições da
Mesa sobre Educação Bilíngüe (Luis E. Lopez e outros/as)
A mesa preparatória sobre “Educação Bilíngüe” explicitou que a região está
habitada por 40 milhões de pessoas, entre as quais se destaca a diversidade.
Na América Latina e no Caribe são faladas de 500 a 700 línguas diferentes,
incluindo o castelhano e o português. A hibridação cultural é a regra
regional.
Existem 700 povos, dos quais apenas 100 estão separados por fronteiras
nacionais, já que um mesmo território americano pode albergar dois ou três
povos, atravessados por fronteiras de países. Esses povos compartilham
diferentes formas de vida e cosmovisões. Da mesma forma, nas culturas
originárias existe uma matriz civilizatória baseada no conceito de “bem
viver”.
Não estamos falando apenas de territórios isolados, de aldeias indígenas
afastadas das cidades, mas também de gente que reside nas urbes, como por
exemplo a comunidade mapuche na Argentina, ou a comunidade maka no Paraguai.
O grande desafio, então é responder à pergunta: Como assegurar a educação em
um contexto de tal diversidade? Como chegar a um processo educativo
diferente do processo formal de educação que conhecemos nas escolas
monolíngües ?
Não há dúvida de que o processo de aprendizagem para toda a vida dos povos
originários merece uma atenção especial, tanto para o resgate das línguas,
como para considerar o processo de inserção de uma segunda língua no
contexto da educação formal.
Também é importante destacar a diferença entre o registro simbólico e o
ideológico que se produz em cada processo cultural, porque é diferente a
concepção de mundo que cada cultura possui e que se reflete na sua língua.
Em nossas sociedades existem coletividades com conhecimentos diferentes. A
riqueza sócio-lingüística da América Latina é especial, e devemos estar
conscientes de que o castelhano, o inglês e o português são apenas três de
todas as línguas existentes.
As taxas de analfabetismo aumentam nas populações de povos originários e
falantes fora do padrão da região. A variedade de monolingüismos,
bilingüismos e plurilingüismos são apreciáveis. Na verdade, existem diversos
mosaicos culturais entre monolingüismos, passando por bilingüismos e
plurilingüismos, com diferentes apropriações das línguas pelas pessoas e
povos.
Estes processos também estão relacionados com a importância do
fortalecimento da identidade cultural e com a possibilidade, ou não, do
exercício pleno da cidadania (que requer, entre outras coisas, o
conhecimento das línguas necessárias para participar e se comunicar).
Não há dúvida de que diversidade cultural implica também em diversidade de
estratégias educativas, processos com pertinência lingüística e qualidade do
aprendizado. Apresenta desafios para a formação de formadores e formadoras.
Não se trata simplesmente de transmitir um código para criar sociedades
letradas, significa a transmissão e compreensão de uma cosmovisão, de outras
lógicas e concepções de mundo. Lamentavelmente, são poucos os programas que
salientam essa perspectiva integral na educação de jovens e adultos/as em
contextos pluriculturais; são poucos os programas que favorecem a
apropriação pelos próprios povos e pessoas de seus processos de
aprendizagem.
Neste contexto de reflexão podemos por em dúvida: as culturas ágrafas
desejam ser sociedades letradas ou vão desenvolver diferentes caminhos
culturais? Há olhares particulares para esta complexa realidade. Algumas
pessoas consideram que se deve alfabetizar na língua dominante para
apropriar-se dela. Outras pessoas entendem que não se deve “gastar” em
educação de adultos/as mas sim em educação de crianças. Seria interessante
salientar que todas as culturas letradas, em algum momento foram culturas
ágrafas que traçaram seus próprios caminhos de aprendizagem, e que as
pessoas e povos devem decidir seus destinos.
Seria virtuoso alfabetizar em línguas indígenas. A língua materna é a
primeira língua e teria que ser priorizada para depois incorporar outra. É
importante também conhecer porque existem comunidades lingüísticas em
diferentes espaços, quais foram suas histórias, suas resistências culturais,
seus processos. Como é que os garifona chegaram a diferentes países, como
Honduras, por exemplo. Como sobrevivem as culturas guaraníticas em
diferentes pontos da América. Há uma história americana que não conhecemos,
ou conhecemos apenas em parte.
É interessante propor políticas de alfabetização levando em conta todos
esses problemas, e também relacioná-las com as políticas nacionais, gerando
a adequação legislativa requerida por estes processos. É importante resgatar
outros saberes que perdemos a partir da colonização do saber. Uma educação
multicultural, intercultural ou como quer que se queira chamá-la.
Na América Latina e no Caribe é necessária uma educação superior que
respeite processos culturais, um novo planejamento e estratégias diversas.
Mas isso implica participação das pessoas , de homens e mulheres que devem
ser escutados, que têm uma propriedade intelectual, que dialogam com outras
culturas, porque a maioria dos/as analfabetos/as da região pertencem aos
povos originários ou a comunidades lingüísticas não hegemônicas.
Como já se disse, é preciso um planejamento e estratégias diferentes em
temas de diversidade lingüística, como um novo diálogo intercultural,
respeitoso dos DDHH, em que os processos de aprendizagem para toda a vida
respeitem tempos, espaços, culturas.
Carmen Colazo.
carmencolazo@gmail.com
FOTOS ICAE
CONFINTEA VI: DOCUMENTO FINAL CONFERENCIA REGIONAL MEXICO
BORRADOR CON LAS INCORPORACIONES DE LOS COMENTARIOS FINALES DE LA ULTIMA
SESION
TEXTO NO OFICIAL
Traducción al Português: ICAE
CONSIDERAÇÕES GERAIS
“Da alfabetização à aprendizagem ao longo de toda a vida” é o grande desafio
a que somos convocados por esta conferencia regional.
Em outras palavras, o desafio de passar de uma alfabetização inicial - que é
como continua sendo entendida a alfabetização de pessoas jovens e adultas em
muitos países da região – a uma visão e uma oferta educativa ampla que
inclua o ensino e, ao mesmo tempo, reconheça e valide as aprendizagens das
pessoas não apenas na idade adulta, mas sim em todas as dimensões e por toda
a vida: na família, na comunidade, no trabalho, através dos meios de
comunicação de massa, na participação social, no próprio exercício da
cidadania.
A educação é um direito fundamental, uma chave que permite o acesso aos
direitos humanos básicos, tais como saúde, moradia, trabalho e participação,
entre outros, possibilitando, além disso, o cumprimento das agendas globais,
regionais e locais de desenvolvimento.
Isso implica reconhecer que estamos diante de um paradigma que concebe o ser
humano como sujeito da educação, possuidor de saberes singulares e
fundamentais, criador de cultura, protagonista da história, capaz de
produzir as transformações urgentes e necessárias para a construção de uma
sociedade mais justa.
Uma concepção que contempla não apenas a educação formal, mas incorpora e
revaloriza a educação não formal e popular; e supera a visão individualista
da aprendizagem, ao propor uma construção social do conhecimento em
comunidades de aprendizagem que propiciem o encontro intercultural,
intersetorial, entre as gerações, e a proteção do meio ambiente.
Nesta perspectiva, a alfabetização é um ponto de partida necessário, mas não
suficiente, para que no século XXI cada indivíduo possa dar continuidade a
suas aprendizagens e complementá-las ao longo de toda a vida, e assim
exercer seus direitos de cidadania.
ESPECIFICIDADE E HETEROGENEIDADE DA REGIÃO
A América Latina e o Caribe constituem uma região sumamente heterogênea e
com grandes especificidades; É formada por 41 países e territórios, nos
quais se falam cerca de 600 línguas e cujas realidades são muito diversas em
todos os sentidos, inclusive o educativo e, especificamente, o da educação
de pessoas jovens e adultas (EPJA). Esta diversidade entre países, e no
interior de cada país, exige cautela no momento das generalizações e um
grande esforço de diversificação, elaboração e melhoramento de políticas e
programas, adequando-os a contextos e grupos específicos, levando em conta,
entre outras diferenças, a idade, o gênero, a raça, a regionalidade, as
diferentes capacidades e culturas.
Esta é também a região menos eqüitativa do mundo, com 71 milhões de pessoas
vivendo na indigência e cerca de 200 milhões de pobres. Exclusão educativa e
exclusão política, econômica e social são todas caras da mesma moeda. A EPJA
se encontra justamente nesta disjuntiva: entender que a educação é uma
ferramenta fundamental para lutar contra a pobreza e a exclusão social, mas
também saber da impossibilidade de resolver esse problema exclusivamente a
partir do campo educativo, na ausência de mudanças estruturais e sem a
convergência de outras políticas.
Os diversos contextos socioeconômicos, étnicos e culturais da região colocam
cada vez mais obstáculos à alfabetização e outras formas de aprendizagem
entre jovens e adultos. Entre esses fatores figuram: o desemprego, a
exclusão social, as comunicações, as migrações, a violência, as disparidades
entre homens e mulheres, todos eles vinculados, em grande medida, à pobreza
estrutural. E isso tudo agravado nos últimos tempos pela crise alimentar,
pela crise energética e pelas mudanças climáticas.
AVANÇOS
Nos últimos anos, a EPJA tem tido um renovado impulso na região, depois de
um período de recesso nos anos 1990, tanto por parte de governos como de
organismos internacionais. Houve avanços significativos no plano legal e de
políticas na maioria dos países, no que se refere ao reconhecimento à
educação, bem como da diversidade lingüística e cultural dessas nações.
Particularmente, nas agendas nacionais e internacionais foram reativados os
planos, programas e campanhas de alfabetização na maioria dos países. Da
mesma forma foram institucionalizadas ofertas para que jovens e adultos
completassem e recebessem certificação de seus estudos de educação primária
e secundária, em alguns casos vinculados a programas de capacitação e
formação para o trabalho.
A oferta educativa não-formal ampliou-se consideravelmente, abrangendo
tópicos bem diversos vinculados a direitos, cidadania, saúde, violência
intrafamiliar, HIV/AIDS, proteção do meio ambiente, desenvolvimento local,
economia social e solidária, etc. Em alguns países foram conseguidos avanços
na paridade de gênero. Também começou a ter visibilidade o atendimento a
grupos especiais como migrantes e pessoas encarceradas. Os meios
audiovisuais e o uso das TICs penetraram no campo da EPJA, em alguns casos a
partir de investimentos e intervenções governamentais e da cooperação
internacional.
Em alguns poucos países, a EPJA apresentou importantes progressos em termos
da construção de sistemas de informação, documentação, monitoramento e
avaliação dos programas. Também houve nos últimos anos um impulso à
pesquisa, tanto nacional como regional. A cooperação Sul-Sul foi ativada em
muitos desses âmbitos com iniciativas regionais e sub-regionais de diversas
naturezas.
DESAFIOS
Não obstante, cada um desses avanços apresenta, ao mesmo tempo, novos e
velhos desafios. Continua sendo grande a distância entre o que está
normatizado em leis e políticas e o que é efetivamente realizado, havendo
necessidade de uma construção mais participativa das políticas e de sua
vigilância social por parte da cidadania e, especificamente, por parte dos
sujeitos da EPJA.
A cobertura dos programas governamentais e não governamentais continua sendo
geralmente limitada para as necessidades e para a demanda efetiva, e
continua marginalizando as populações rurais, indígenas e afro-descendentes
, migrantes, pessoas encarceradas e com necessidades educativas especiais,
mantendo ou inclusive aprofundando a brecha, em lugar de reduzi-la
A estratégia de englobar em uma mesma denominação jovem e adulta, não pode
perder de vista as especificidades e os desafios de cada faixa etária,
considerando-se que a juventude é na região um grupo majoritário. Da mesma
forma, vem sendo priorizada a oferta educativa para certas idades, em geral
até os 35 ou 40 anos, deixando de fora as pessoas mais idosas, negando assim
seu direito à educação e contrariando a própria adoção do paradigma da
aprendizagem ao longo de toda a vida.
A diversificação e a descentralização da oferta educativa requerem
coordenação e articulação entre os diversos atores: governos nacionais e
locais, sociedade civil, sindicatos, igrejas, empresa privada, organismos
internacionais, entre outros.
Em vários países a paridade de gênero vem sendo considerada como uma
necessidade que afeta particularmente as mulheres de povos indígenas e os
meninos e homens do Caribe de língua inglesa, desde a educação inicial até a
universitária e também no campo da EPJA, o que exige políticas e estratégias
de ação positiva.
Falta aproveitar melhor, com mais sensibilidade e com espírito comunitário,
as novas tecnologias para fins educativos, e aprender das lições práticas
que a experiência vai deixando nos países que fizeram incursões pioneiras
neste terreno. Também é preciso avançar em termos de monitoramento e
avaliação, especialmente no que se refere à avaliação do aprendizado, e
também divulgar mais e aproveitar melhor os resultados de pesquisas já
existentes, tanto para alimentar as políticas como para melhorar a prática.
Permanecem como problemas pendentes, entre outros: o sub-financiamento
crônico da educação de pessoas jovens e adultas, sua grande vulnerabilidade
em termos de participação, institucionalização e continuidade de políticas e
programas.
Também é necessário dar uma atenção especial à formação de educadores e à
pesquisa para a EPJA, em um marco pedagógico-didático que permita atender os
diferentes contextos e a especificidade do campo, apoiando-se para isso nas
universidades.
Do ponto de vista de sua coerência com a equidade, é necessário reverter as
atuais tendências, dando prioridade e atenção, com qualidade e pertinência,
às regiões, setores e grupos em desvantagem, como são nesta região as
populações rurais, migrantes, afro-descendentes, e pessoas encarceradas e
com necessidades educativas especiais.
ESTRATÉGIAS E RECOMENDAÇÕES
Reconhecer que a realização plena do direito humano à educação de pessoas
jovens e adultas está condicionada à implementação de políticas de superação
das profundas desigualdades econômicas e sociais dos países e da região.
POLÍTICAS
1. Reconhecer a EPJA como um direito humano e cidadão que implica maior
compromisso e vontade política dos governos, nacionais e locais, na criação
e fortalecimento de ofertas de aprendizado de qualidade ao longo de toda a
vida, assegurando que a EPJA desenvolva políticas orientadas a reconhecer
direitos de diversidade cultural, lingüística, racial, étnica, de gênero, e
inclua programas que se articulem com a formação para o trabalho decente,
para a cidadania ativa (DDHH) e a paz, de maneira que se fortaleça e promova
o empoderamento das comunidades.
2. Promover políticas e legislação que integrem a EPJA aos sistemas de
educação pública, e garantir sua aplicação, estimulando mudanças nas
estruturas que as façam mais flexíveis e promovam a adequação das normas,
com a criação de observatórios de cidadãos para acompanhamento das políticas
e do uso de recursos.
3. Construir mecanismos de coordenação no nível nacional que ajudem a
estabelecer uma política integral para promover um trabalho intersetorial e
interinstitucional, que articule as ações do estado com a sociedade civil (movimento
social organizado, igreja, sindicatos, empresários, entre outros) e
possibilite uma abordagem holística, bem como o acompanhamento e o controle
social.
4. Há que seguir buscando enfoques que fortaleçam e garantam a aprendizagem
ao longo de toda a vida, o que inclui a alfabetização e a educação básica, o
fomento à leitura e à cultura escrita para a criação de ambientes letrados,
como diferentes ferramentas para a superação da desigualdade e da pobreza na
região e para a construção de alternativas de desenvolvimento. Neste sentido
é fundamental a valorização da educação popular e não formal.
5. Elaborar políticas de formação inicial e permanente de educadores de
pessoas jovens e adultas com a participação das universidades, dos sistemas
de ensino e dos movimentos sociais, para elevar a qualidade dos processos
educativos e assegurar o melhoramento das condições profissionais dos
educadores e funcionários.
FINANCIAMENTO
6. Recomendar porcentagens mais significativas dos orçamentos nacionais para
a educação – pelo menos 6% do PIB – e assegurar que haja recursos
específicos para a EPJA – pelo menos 3% do orçamento educativo – e estes que
sejam empregados com transparência, eficácia e eficiência.
7. Assegurar recursos intersetoriais –nacionais e internacionais, de origem
pública e privada – para planos, programas e projetos de EPJA com
perspectiva de gênero e reconhecimento da diversidade, que possibilitem o
desenvolvimento de políticas de ação positiva e financiem estudos que
demonstrem o custo social e econômico da falta de nível educativo nos países
da região.
FERRAMENTAS 8. Desenvolver políticas de pesquisa e sistematização de
experiências educativas, promover a difusão do conhecimento, da documentação
e circulação das práticas relevantes da EPJA. Fortalecer as redes
Latino-americanas e do Caribe de pesquisa em EPJA.
9. Desenvolver um sistema de avaliação, informação, registro e monitoramento
com parâmetros internacionais que tornem possível a formulação de políticas
a partir da avaliação dos processos, sistemas e métodos, e que assegure a
certificação e homologação dos conhecimentos e habilidades.
10. Impulsionar de forma intersetorial e interinstitucional a criação e
elaboração de material escrito em língua materna que reflita a diversidade
de conhecimento dos povos.
INCLUSÃO
11. Criar e implementar políticas educativas que favoreçam a inclusão, com
equidade de gênero e qualidade e que contemplem, com um enfoque
intercultural, as diferentes especificidades de todos os grupos
populacionais dos países da região: indígenas, afro-descendentes, migrantes,
populações rurais e pessoas encarceradas e com necessidades educativas
especiais.
PARTICIPAÇÃO
12. Fomentar maior participação e cooperação entre a sociedade civil, os
setores privados e os distintos organismos do estado e, em especial, os
sujeitos da EPJA, mediante a promoção e fortalecimento da modalidade da
cooperação horizontal entre os países e fortalecendo a cooperação
internacional a favor da EPJA.
13. Propor que a UNESCO assuma um papel relevante e central na garantia do
direito à educação e em particular na coordenação das metas estabelecidas
nas conferências internacionais, e no monitoramento de suas conquistas.

Informe enviado por Celita Eccher Secretária Geral / ICAE
México, 11 de setembro de 2008
Com uma polêmica intervenção de Rosa Maria Torres começaram as sessões de
trabalho da Conferência Regional Preparatória à CONFINTEA VI. Uma série de
suas afirmações que a alguns nos pareceram muito ajustadas, também geraram
reações adversas, em muitos casos um tanto acaloradas.
Comparto aqui algumas das afirmações que escutamos ontem. Logo terão acesso
ao documento para que cada um possa julgar por si mesmo.
A primeira afirmação é a de que a região não se apropriou da mudança de
paradigma de Hamburgo: Aprendizagem ao longo da vida.
Na região se fala de EPJA, educação de pessoas jovens e adultas, entre
muitas outras acepções utilizadas.
Em seguida, e brevemente foram vistas algumas tendências mundiais no espaço
entre as reuniões de Hamburgo e do Brasil:
- Pobreza e indigência
- Intolerância, violência e guerra
- Migração e xenofobia
- Crise alimentar
- Crise ambiental
- Brecha digital
- Desemprego
Para a maioria da população, este mundo não é agradável e a esperança está
enfraquecendo.
Na mudança de paradigma da educação para a aprendizagem ao longo de toda a
vida, há uma tendência a confundir isso com Educação de pessoas jovens e
adultas, quando na realidade esta última é apenas uma parte correspondente a
essas idades da vida.
Olhando as metas de EPT, o comentário foi de que as metas diminuem e os
prazos de ampliam, recordando que a EPT é de 1990 e que em Dakar 2000 as
metas tiveram que ser renovadas porque não se cumpriram.
Levamos 18 anos tentando que as metas fossem cumpridas e enfatizando meninos
e meninas, sabendo que sem a EPJA não é possível cumpri-las, pois as mães e
pais, as professoras e professores são pessoas adultas. Não se pode optar
entre crianças e adultos.
Em seguida se disse que enquanto o norte se apropria da aprendizagem ao
longo da vida, no Sul se considera uma meta de educação primária de 4 anos.
Recordei a celebre frase cunhada em Bangkok durante o controle da Confintea
V:
“basta de aprendizagem ao longo da vida para o norte e alfabetização para o
sul”.
E também que em Bangkok constatou-se que não houve avanços, mas sim perigo
de retrocessos.
A educação não está contribuindo para reduzir a desigualdade, mas sim a
reforçá-la e perpetuá-la. E isso foi dito pela expositora, não fui eu quem
disse, e também o dizem CEPAL, UNESCO, OREALC.
No entanto, a boa notícia é a reativação da EPJA. Os governos haviam sido
desestimulados pela proposta do Banco Mundial, que agora reconhece que há
que retornar à EPJA. Outro aspecto positivo foi a expansão, o maior acesso
às TIC e também o maior reconhecimento da EPJA nas legislações e políticas.
DESAFIOS
• Uma nova visão do sujeito: de carente e em desvantagem, pobre e ignorante
a quem falta tudo, para um sujeito de direitos possuidor e re-criador de
saberes essenciais para a vida humana e a conservação do planeta.
• A influência em políticas educativas fomentando o exercício cidadão dos
sujeitos de direito à educação, promovendo esse exercício a partir das
organizações sociais, dos movimentos e das comunidades.
• A título desta conferência: Da alfabetização à aprendizagem ao longo da
vida define muito bem a região que superdimensiona a alfabetização.
• O que significa para o Sul e para esta região a mudança de paradigma?
Graficamente a imaginamos como um longo fio, porém a aprendizagem ao longo
da vida é circular; por exemplo, quando sou avó não cheguei a um fim, mas é
um começo e tenho que fazer uma aprendizagem que depois se reverta para net@s
e filh@s
Outra afirmação é a de que nem toda aprendizagem deriva da Educação. Da
mesma forma que se queremos influenciar nas políticas educativas que temos,
é preciso ter claro que há que influir nas políticas sociais e econômicas,
há que trabalhar na POLÍTICA e na luta política.
Rosa Maria finalizou recordando o legado de Paulo Freire, basicamente
lembrando que toda educação é política.
Com estes fragmentos da apresentação, que pude recuperar das minhas
anotações, trato de compartilhar com todas as pessoas que não estão na
conferência alguns dos temas propostos.
No trabalho de grupo foi questionada fortemente a afirmação de que houve
retrocessos, quando muitos países informaram os avanços realizados, embora
se tenha reconhecido que ainda falta muita coisa. Outra crítica foi feita ao
fato de não se ter mencionado a questão do financiamento da educação.
Uma vez finalizada a síntese de Rosa Maria Torres, trabalhou-se em subgrupos
e, a seguir partilhamos o resumo do debate desenvolvido em um deles, o grupo
B, cuja relatoria esteve a cargo de Jorge Luiz Teles, do Brasil.
Todos estes aportes são passados a um comitê de redação que apresentará seu
primeiro rascunho para o documento final desta conferência no sábado, 13 de
setembro.
Encontro Preparatório Latino-americano para CONFINTEA VI
Debates do Grupo B
Primeiro comentário: Gênero
Gênero no são dois ou apenas mulheres. É uma variável que trabalha a
masculinidade e a feminilidade.
Homens da América Central de língua inglesa podem ser menos favorecidos, do
ponto de vista educacional,
As mulheres indígenas e negras são as mais desfavorecidas e discriminadas.
Não há que simplificar realidades, inclusive em gênero (cruzar sistema de
classes, racial, etc). Abordar o tema em toda a sua complexidade.
São necessárias visões mais completas sobre sistemas de opressão.
Segundo comentário: idéia funcional de alfabetização. Dever-se-ia ver
“Literacy” como algo superior nos países da América Central de língua
inglesa.
Os homens jovens dessa região apresentam problemas. A alfabetização
funcional não favorece o acesso à educação profissional.
Problema de evasão – jovens que deixam a escola muito cedo.
Falta de capacidade. Desemprego e emprego com baixos salários. Baixo nível
educacional e alfabetização funcional. Dificuldade de acesso à educação
profissional. Problemas de qualidade que não permitem continuidade.
Terceira intervenção: A UNESCO precisa prestar mais atenção aos micros e
pequenos empreendimentos. Dar mais assistência e qualificação para esses
grupos. Mais apoio e subsídio para o desenvolvimento das áreas em que estão
trabalhando.
Quarta intervenção: analfabetismo e miséria.
Mesmo entre os pobres há grupos mais marginalizados e pior atendidos –
indígenas, prostitutas, camponeses, pescadores, etc.
Problemas das campanhas – refluxo.
O mundo da leitura não chega aos alfabetizandos. Necessidade de uma política
mais ampla e políticas sustentáveis que promova acesso e inclusão ao mundo
da leitura.
Programa permanente de produção de material que continue sendo uma porta
para o avanço no mundo da leitura.
Quinta intervenção: educação e trabalho.
Desafios que temos que enfrentar de agora em diante.
Sexta intervenção: Não estamos tão mal. Há progressos. É preciso destacar os
avanços. Faltam ilustrações. É preciso divulgar exemplos dos países.
Sétima intervenção: o enorme problema do analfabetismo funcional.
Brecha entre o nível de aprendizagem e o grau de certificação. Como
reconhecer o conhecimento prático e avançar no conhecimento teórico?
Qual a sua utilidade?
Qual é a capacidade do estado de oferecer uma educação que responda à
demanda, principalmente profissional?
Não há uma profissão de “licenciado em educação de pessoas adultas”. Há
problemas na formação de profissionais para a educação de pessoas adultas.
Que a UNESCO pense melhor sobre a formação de profissionais para a educação
de jovens e adultos.
Educação bilíngüe.
Atingir as populações do campo e do interior dos países.
A Alfabetização também é um problema dos países desenvolvidos.
A Alfabetização não é uma prioridade dos países.
Não chegam recursos suficientes para a alfabetização.
Problema de metodologias pedagógicas e o desafio da inclusão digital.
Novas tecnologias digitais e de informação e educação a distância.
O problema de restrições na oferta educacional e a solução através da
educação a distância.
Necessidade de formação de professores para trabalhar com educação a
distancia para jovens y adultos.
A EPJA continua sendo marginal e não reconhecida como política pelos
governos.
Pergunta para todos: Por que a EPJA não é uma política governamental
prioritária?
Necessidade de uma pedagogia da diversidade.
Problemas de migração interna e externa com relação a metodologias que
considerem suas especificidades.
Reconhecimento de saberes versus discriminação.
Analfabetos não são pessoas ´carentes´, são detentoras de saberes
importantes.
É preciso revisar a economia informal no âmbito da discussão da capacitação
para o mundo o trabalho, principalmente em contextos de pobreza.
Mídia e discussão do tema: democratização e transparência.
Deveríamos ter matérias que ensinassem como estudar os alunos.
Formação integral e continuada. Formação no trabalho.
Necessidade de continuidade das políticas.
Aprendizagem e educação: mais discussão sobre a didática e o aspecto
pedagógico – materiais, etc.
Pouca reflexão sobre o conteúdo. Demasiada atenção em questões quantitativas
nos documentos – que são de governos e não de países.
Problema da incidência. Quais são os indicadores?
São necessárias visões mais completas sobre sistemas de opressão.
Segundo comentário: idéia funcional de alfabetização.
Problemas de qualidade que não permitem continuidade.
Grupos mais marginalizados e pior atendidos
Necessidade de política mais ampla que inclua o mundo da leitura.
Brecha entre o nível de aprendizagem e grau de certificação. Como reconhecer
o conhecimento prático e avançar no conhecimento teórico?
Que a UNESCO pense melhor sobre a formação de profissionais para educação de
jovens e adultos
Educação bilíngüe.
Necessidade de formação de professores para trabalhar com educação a
distancia para jovens e adultos.
Necessidade de una pedagogia da diversidade.
Necessidade de continuidade das políticas.
Avançar no reconhecimento da diversidade no atendimiento das políticas
educacionais e em uma pedagogia da diversidade que contemple detalhadamente
as questões de gênero, do campo, étnica, racial, e de outros grupos
discriminados,
considerando aspectos multiculturais e multilingües.
Implementar políticas públicas sustentáveis que atinjam populações
específicas - tais como camponeses, indígenas, etc.
Levar em conta o contexto da migração regional (interna e externa).
Superação da visão funcional da alfabetização, com o fortalecimento da
qualidade da oferta educacional, possibilitando continuidade e inclusive
educação profissional.
Necessidade de políticas sustentáveis mais amplas que incluam o mundo da
leitura.
Necessidade de formação de professores para trabalhar com educação de jovens
e adultos, de modo integral y continuado, contemplando as diversidades e a
educação a distancia.
Necessidade de contemplar indicadores e “benchmarks” educacionais
qualitativos (didáticos e pedagógicos) no monitoramento e avaliação de
processos e políticas.
Priorizar o financiamento para educação de jovens e adultos.
 A partir de alfabetização a aprendizagem ao longo da sua
vida
Septiembre 11, 2008
http://clade.wordpress.com
O ponto de partida para a discussão na conferência
preparatória para a Confintea VI regional tem sido o relatório de síntese,
produzido e apresentado pela educadora Rosa Maria Torres, na parte da tarde
do dia 10 de setembro.
A declaração sugere uma mudança paradigmática: do ensino à aprendizagem, à
educação ao longo da vida; a aprendizagem ao longo da vida, do ensino à
educação de adultos e adultos. Após uma apresentação do contexto regional no
âmbito da educação dos jovens e adultos, as tendências e problemas na
América Latina, o documento destacou vários desafios, incluindo:
-- A EPJA está sendo reconhecida como parte integrante do direito à educação
no âmbito do direito à educação ao longo da vida, considerando-se como
critérios: disponibilidade, acessibilidade, aceitabilidade e adaptabilidade;
-- Para mudar a visão do tema da EPJA, desprovida de objeto, vulnerável,
desfavorecida, os sujeitos de direitos, detentor e recriador de
conhecimentos essenciais para a vida humana e para a preservação do planeta;
esta parte está muy confusa, no logro entender lo que quiere decir sin ver
el original.
-- Construir um quadro de políticas, prioridades, estratégias e indicadores
o que inclui a diversidade;
-- Fortalecer o caráter contestátario, alternativo e à alteração da EPJA e
do movimento de educação popular na região.
Ao realçar a forte desigualdade na região, recordou que "a educação não está
contribuindo para reduzir a desigualdade, mas sim para a reforçar e
perpetuar." O Conselho Europeu apela a que se repense a educação em termos
de luta contra os poderes estabelecidos.
O relatório será discutido pelos participantes ao longo dos próximos dias e
vai servir como entrada para o documento a ser enviado para o Confintea VI
no Brasil. A versão completa vai ser publicada nos próximos dias.
--
Fórum da Sociedade Civil
CONFINTEA VI
Por Beatriz Cannabrava - REPEM
No dia 20 de agosto passado, o CEAAL – Conselho de
Educação de Adultos da América Latina, a CLADE – Campanha Latino-americana
de Educação, o ICAE – Conselho Internacional de Educação de Adultos e a ONG
Ação Educativa, convocaram a una reunião para um "inicio de conversa" sobre
a organização do Fórum da Sociedade Civil no marco da CONFINTEA VI que será
realizada em Belém do Pará, Brasil, de 19 a 22 de maio de 2009.
Participaram da reunião representantes de varias redes e
organizações nacionais e internacionais que trabalham com Educação de
Pessoas Jovens e Adultas em diferentes setores. Os trabalhos foram
coordenados por Sergio Haddad, diretor da Ação Educativa y representante do
ICAE e Pedro Pontual, Presidente do CEAAL. A REPEM e a GEO/ICAE foram
representadas na reunião por Beatriz Cannabrava, integrante do Conselho
Consultivo de REPEM.
Depois de uma roda de apresentações dos participantes,
Sergio Haddad apresentou um power point – CONFINTEA – desafios e
perspectivas - que ilustrou a historia das anteriores CONFINTEA e as
propostas para a realização de um Fórum da Sociedade Civil na próxima
reunião em Belém do Pará.
Considerando que a CONFINTEA VI é a primeira a ser
realizada em um país do Sul, a primeira na América Latina e principalmente
porque acontecerá na Amazônia, os participantes ressaltaram a importância
dessa reunião para todo o Movimento de Educação de Pessoas Jovens e Adultas
e da proposta de Educação ao Longo da Vida.
O grupo discutiu, por um lado, a possibilidade de
intervenção na própria CONFINTEA, argumentando que para isso é preciso um
bom intercâmbio com os componentes da delegação oficial, com o Ministério de
Educação e com o Governo Federal. Por outro lado, destacou a importância do
Fórum da Sociedade Civil.
Também foi comentada a importância de fazer com que a
reunião ganhe relevância, tanto na parte oficial como no Fórum. Para isso
pensou-se na intervenção do presidente Lula no convite a personalidades
internacionais e na abertura do encontro.
Também foi trabalhada a questão do financiamento, seja
oficial, como das próprias entidades y patrocinadores nacionais e
internacionais. Outro ponto levantado foi a importância de envolver membros
de organizações com sede em Belém, para garantir uma boa infra-estrutura no
próprio local da conferência.
Com a segurança de que CONFINTEA VI é um espaço de
Visibilidade e Aprendizagem, os participantes ressaltaram a importância de
que o Fórum não seja apenas um encontro da sociedade civil brasileira, mas
Latino-americana e mesmo mundial.
§
O que é a Confintea VI? Quais são seus objetivos?
§
Histórico das Confinteas
§
O que se espera da Confintea VI?
§
Como esta sendo feita a Confintea VI?
§
O que esta sendo feito a Nível Internacional?
§
GRALE - Relatório Global sobre Aprendizagem e Educ...
§
O que esta sendo feito a Nível Nacional?
§
Confintea tem Lema e Lugar
§
Fórum Internacional de Sociedade Civil – Confintea VI
O que é a Confintea VI? Quais
são seus objetivos?
A Conferência Internacional de Educação de Adultos - Confintea – é o maior
evento de envergadura internacional nesta modalidade educacional. Sua
primeira edição aconteceu na Dinamarca, em 1949 e, pela primeira vez na
história, a sua sexta edição será sediada num país da América do Sul: o
Brasil. As Confiteas são eventos que priorizam a participação dos atores
governamentais, mas a sociedade civil organizada busca incidir tanto sobre a
elaboração dos documentos nacionais que os países apresentam, como sobre as
discussões que ocorrem durante o evento com vistas a influir no documento
final e nos compromissos dos governos.
A CONFINTEA VI acontecerá em maio de 2006, em Belém – Brasil – e se
apresenta como movimento internacional contra as discrepâncias, em termos de
políticas sistemática e efetiva para educação de adultos. Busca-se articular
a educação e a aprendizagem de adultos com os principais arcabouços
internacionais em relação à educação e desenvolvimento: as metas da Educação
Para Todos (EPT) e as Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDMs), a Década
das Nações Unidas para a Alfabetização (UNLD), a Iniciativa de Alfabetização
para o empoderamento (LIFE) e a Década das Nações Unidas para Educação e o
Desenvolvimento Sustentável (DESD). Como resultado, busca-se a produção de
ferramentas (ex; referência (benchmarks)) para assegurar que compromissos
prévios e futuros com a educação e aprendizagem de adultos sejam
implementados.
Os objetivos do CONFINTEA VI são:
·
Impulsionar o reconhecimento da educação e
aprendizagem de adultos
como elemento importante e fator contribuinte à Educação ao Longo da Vida,
onde a alfabetização é o alicerce.
·
Enfatizar o papel crucial da educação e
aprendizagem de adultos para a
realização das atuais agendas e programas de educação e de desenvolvimento
internacionais (APT, MDMs, UNLD, LIFE e DESD); e
·
Renovar o momentum e compromisso político e
desenvolver ferramentas de implementação para que partam do retórico para a
ação.
Histórico das Confinteas
Confintea
I
A primeira Conferência Internacional de
Educação e Adultos ocorreu em 1949, em Elsinore na Dinamarca, num contexto
de pós-guerra e de tomadas de decisões em busca pela paz.
Reuniram-se 106 delegados, 21 organizações internacionais e 27 países, sendo
eles: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Egito,
Finlândia, França, Alemanha, Grã Bretanha, Irã, Irlanda, Itália, Líbano,
Holanda, Nicarágua, Noruega, Paquistão, Suécia, Suíssa, Síria, Tailândia,
Turquia, Estados Unidos. O Brasil não participou desta primeira edição,
mesmo tendo participado da Campanha em Beirute em 1948 e de sediar o
Seminário Interamericano em 1949. Quatro comissões de delegados
recomendaram:
>
que os conteúdos da Educação de Adultos
estivesse de acordo com as suas especificidades e funcionalidades,
> que fosse uma educação aberta, sem
pré-requisitos;
> que os problemas das instituições e
organizações com relação à oferta precisariam ser debatidos;
> que se averiguassem os métodos e técnicas e o
auxílio permanente
> que a educação de adultos seria desenvolvida
com base no espírito de tolerância, devendo ser trabalhada de modo a
aproximar os povos, não só os governos e,
> que se levasse em conta as condições de vidas
das populações de modo a criar situações de paz e entendimento.
Os delegados acordaram sobre a continuidade da
Conferência em razão das premências da educação de adultos em termos
mundiais.
· Confintea
II
A segunda Confintea aconteceu em 1960 em
Montreal, Canadá. Sob a premissa de um mundo em mudança, de acelerado
crescimento econômico e de intensa discussão sobre o papel dos Estados
frente à Educação de Adultos se reuniram 47 Estados-membros da UNESCO, 2
Estados como observadores, 2 Estados Associados e 46 ONGs.
Cada país-membro elaborou seu relatório nacional com base nos seguintes
tópicos: 1. Natureza, objetivo e conteúdos da Educação de Adultos; 2.
Educação cidadã (in civics); 3. Lazer e atividades culturais; 4. Museus e
bibliotecas; 5. Universidades; 6. Responsabilidade para com a educação de
adultos; 7. Urbanização; 8. Educação das mulheres. O principal resultado
desta segunda Conferência foi à consolidação da Declaração da Conferência
Mundial de Educação de Adultos que contemplava um debate sobre o contexto do
aumento populacional, de novas tecnologias, da industrialização, dos
desafios das novas gerações e a aprendizagem como tarefa mundial, onde os
países mais abastados devessem cooperar com os menos desenvolvidos.
Confintea III
Em 1972, na cidade de Tóquio (Japão) a terceira edição da CONFINTEA reuniu
82 Estados-membros, 3 Estados na categoria de observador (incluso Cuba), 3
organizações pertencentes às Nações Unidas, 37 organizações internacionais.
Trabalhando as temáticas de Educação de Adultos e Alfabetização, Mídia e
Cultura apostou nas premissas de que a Educação de Adultos teria como
elemento essencial a aprendizagem ao longo da vida e que seria importante
realizar esforços para fortalecer a democracia e preparar o enfrentamento
mundial da não diminuição das taxas de analfabetismo. Diante da constatação
de que a instituição escolar não dá conta de garantir a educação integral,
adota-se à ampliação do conceito sobre sistemas de educação que passam a
abarcar as categorias de ensino escolar e extra-escolar, envolvendo
estudantes de todas as idades. O relatório final concluiu que a educação de
adultos é um fator crucial no processo de democratização e desenvolvimentos
da educação, econômico, social e cultural das nações, sendo parte integral
do sistema educacional na perspectiva da aprendizagem ao longo da vida.
· Confintea
IV
Sob a temática “Aprender é a
chave do mundo” se reuniram em Paris, França, no ano de 1985, 841
participantes de 112 Estados-membros, Agências das
Nações Unidas e ONGs. Esse encontro salientou a importância do
reconhecimento do direito de aprender como o maior desafio para a
humanidade. Entendendo por direito o aprender a ler e escrever, o questionar
e analisar, imaginar e criar, ler o próprio mundo e escrever a história, ter
acesso aos recursos educacionais e desenvolver habilidades
individuais e coletivas, a conferência incidiu sobre as lacunas das ações
governamentais quanto ao cumprimento do direito de milhares de cidadãos
terem suas passagens pelos bancos escolares com propostas adequadas e com
qualidade. Ao mesmo tempo, o ICAE - Conselho Internacional de Educação de
Adultos cria, paralelo a Conferência, um caucus de ONG’s e governos
progressivos que se reúnem afim de concretizar a adesão à Declaração sobre o
direito a aprender. Apoiaram este movimento os governos da China, Canadá,
países Nórdicos, Índia e Liga Árabe.
· Confintea
V
Realizada em 1997, em Hamburgo
(Alemanha) num contexto de continuidade de outras Conferências
Internacionais que vinham acontecendo na mesma
década, realizou-se a V CONFINTEA. Esta conferência consta na história da
EJA de maneira singular, por ter posto em marcha um intenso movimento de
preparação mundial com certa antecedência. Ela acontece a partir de um amplo
processo de consultas preparatórias (IRELAND, 2000:15) realizadas nas cinco
grandes regiões mundiais consideradas pela UNESCO, acrescidas da Consulta
Coletiva as ONGs, de onde foram consolidados relatórios para a Conferência
Internacional.
Sob o tema da aprendizagem de adultos como ferramenta, direito, prazer e
responsabilidade, o evento contou com a participação de mais de 170 estados
membros, 500 ONGs e cerca de 1300 participantes. Foi uma conferência onde a
mobilização atravessou fronteiras temáticas e de ação: através da liderança
do ICAE e alianças com governos progressivos, houve uma intensa mobilização
de ONGs e do movimento de mulheres (REPEM E GEO),mesmo que sem direito a
voto.
Confintea + VI
Em 2003 os Estados-membros da
UNESCO foram convocados a reexaminarem os compromissos com a EJA firmados na
Conferência de 1997. A reunião para o Balanço Intermediário da V CONFINTEA
aconteceu em Bangcoc, influenciado pelo clima de Fórum Social Mundial. Este
encontro foi uma chamada de responsabilização dos estados membros com a
finalidade de implementar a Agenda de Hamburgo e a concretizar a Confintea
VI, em 2009. Deste encontro também foi ressaltado a necessidade de criação
de instrumentos de advocacia para Educação de Adultos, em nível local e
global, em espaços dentro e fora da UNESCO. Nesta reunião a participação das
ONGs foi bastante organizada e, ao contrário de outros anos, os Estados
membros não enviaram delegações de alto perfil.
Bibliografia
IRELAND, T. D. Desafios e perspectivas para a América Latina.
Apresentação.
http://www.mec.es/educa/rieja/.
SOARES, L. e RODRIGUES SILVA,
F.Educação de Jovens e Adultos: preparando a VI CONFINTEA e pensando o
Brasil.
http://www.reveja.com.br/revista/2/artigos/REVEJ@_2_Leo_Fernanda.htm
O que se espera da Confintea VI?
Espera-se como resultado da Confintea VI a integração horizontal e vertical
da educação e aprendizagem de adultos e a mudança de ação do retórico para a
ação:
ü
Geração de advocacy, momentum político e
compromisso com a educação e aprendizagem de adultos;
ü
Sinergias com as agendas do EPT, UNLD, LIFE ,
DESD e MDMs asseguradas a nível nacional e internacional;
ü
Criação de vínculos e interfaces com outras
áreas (ex; saúde, agricultura, etc);
ü
Aumentar cooperação nacional e internacional
(entre governos, sociedade civil, organizações bilaterais e agências da
ONU);
ü
Novas possibilidades de financiamento nacional
e internacional (ex; compromisso de organizações de desenvolvimento
internacional e cooperação sul-sul) desenvolvidas e aplicadas;
ü
Crescimento profissional e qualidade na
educação para adultos melhorada;
ü
Empoderamento de todos os atores (formadores
de políticas, profissionais/ práticos, pesquisadores, e o setor privado, e
alunos adultos e fora da escola) aperfeiçoado;
ü
Ferramentas aplicáveis/adaptáveis
internacionalmente (ex; referências (benchmarks)) para medir progresso e
assegurar a implementação produzida; e
ü
Um documento final da conferência (ex; “marco
para ação”) que inclua as ferramentas adotadas.
Como esta sendo feita a
Confintea VI?
Atenção:
Dados da Unesco
A CONFINTEA VI almeja ser uma reunião inter-governamental da UNESCO de
Categoria II, baseada em acordos entre Agências da ONU, parceiros de
desenvolvimento internacional, sociedade civil, instituições de pesquisa, o
setor privado e alunos e professores em todas as atividades preparatórias.
Como principais instrumentos de atuação organiza:
● Relatórios nacionais sobre o estado da arte da educação e
aprendizagem de adultos a nível de país, preparados pelos Estados Membros
da UNESCO sob a liderança das Comissões Nacionais da UNESCO, baseados em
questionários e indicadores selecionados; e
·
Reuniões preparatórias regionais, que
avaliarão o estado geral da arte da
·
educação e aprendizagem de adultos e seus desafios. Essas reuniões serão
preparadas e organizadas em cooperação como o respectivo Escritório Regional
da UNESCO e realizadas em um Estado Membro da UNESCO em 2008.
·
Revisões e consultas temáticas (coordenadas e
também
·
independentes),incluindo vínculos com outros eventos/conferências de
educação de adultos nacionais e transnacionais, como também consultas
virtuais realizadas por UIL ou sob a liderança de uma organização parceira;
e
·
A coleta de provas baseadas em pesquisa dos
benefícios e importância
·
da
educação e aprendizagem de adultos: incluindo
·
casos selecionados de práticas de
sucesso/efetivas de educação e aprendizagem
de adultos,
·
estudos solicitados (ex: por agências da ONU e
outras organizações/atores) para
ajudar a entender as barreiras e enfatizar opções em educação e aprendizagem
de
adultos,
·
estudos solicitados resumindo e disseminando
resultados de pesquisas já
existentes no campo de educação e aprendizagem de adultos para os que a
praticam e formuladores de políticas,
·
estórias e relatos de estudantes adultos e de
jovens fora da escola, e sua
participação na consulta como também na análise, e
·
a preparação de um Relatório de Educação para
Adultos Global.
Um
elemento crítico
na estratégia preparatória e de acompanhamento será o desenvolvimento de
benchmarks (referências) de educação e aprendizagem de adultos, para
fornecer as ferramentas para medir o progresso e assegurar a implementação.
A
estratégia de comunicação
e
advocacy
complementarão o processo
preparatório. Para apoiar a UIL em coordenar o processo preparatório, um
Grupo Consultivo foi
formado, e está funcionando como uma unidade conceitual chave e comitê de
assessoria. O Grupo Consultivo inclui aproximadamente 10-15 pessoas com
perfil de especialista em educação, refletindo um equilíbrio institucional,
geográfico e de gênero. Os seus membros representam Estados Membros da
UNESCO, Agência da ONU, agências de desenvolvimento, órgãos governamentais,
organizações não governamentais nacionais e internacionais e acadêmicos, o
país onde o CONFINTEA VI será realizado e a UNESCO (Sede, Escritórios
regionais e UIL).
O que esta sendo feito a Nível
Internacional?
(em breve
notícias sobre o 3° Encontro do Grupo de Consultores e sobre o Fórum
Internacional de Sociedade Civil)
Primeiro Encontro do Grupo de Consultores da Confintea VI
Nos dias 1 e 2 de março de 2007, em Elsinor
(Dinamarca), foi realizado um primeiro encontro do grupo de consultores da
CONFINTEA VI, formado por “experts” em educação: representantes dos estados
membros da UNESCO, de outras agencias das Nações Unidas, de agencias de
desenvolvimento, organizações não-governamentais nacionais e internacionais
e acadêmicos.
Os principais objetivos do primeiro encontro do grupo de consultores foi à
discussão e a coleta de sugestões e recomendações para determinar a visão,
as orientações gerais e o foco na Confineta VI. Dentre outros objetivos
debatidos encontramos também:
>
A discussão do papel da Confintea VI, no sentido de realizar mudanças e
sobre o que se pode esperar deste evento,
>
As principais estratégias de preparação e organização da CONFINTEA VI,
>
Determinação dos próximos passos e contribuições no processo e
>
Esclarecimento do papel e função do Grupo de Consultores
O segundo encontro pretende fazer um balanço dos principais
desenvolvimentos, do planejamento dos encontros regionais preparatórios e
suas respectivas conferências, revisar os desenvolvimentos das referências
(benchmarks) e das diretivas para realização dos relatórios nacionais e de
preparação do GRALE – Relatório Global sobre Educação de Adultos. Durante o
segundo encontro também será revisado, concretizado e refinado, com base nas
deliberações, o “roteiro de viagem” (Roadmap), delineado neste primeiro
encontro.
Segundo Encontro do Grupo de Consultores da Confintea VI
Em novembro de 2007 foi realizado em Hamburgo
o segundo encontro entre do grupo de consultores da CONFINTEA VI. O
principal objetivo do encontro foi rever a progressão das atividades de
preparação para o evento, incluindo os desenvolvimentos das atividades
preparatórias no Brasil e as possíveis contribuições do grupo de
consultores. Outras discussões mais pontuais do encontro trataram das
atividades de revisão dos processos gerais e de organização da conferência,
com especial foco na finalização das diretrizes dos relatórios nacionais;
trataram da estrutura temática, do relatório base de pesquisa em educação de
adultos e da planificação das conferências regionais preparatórias.
Outro grande tema discutido pelo grupo de consultores foi o fato de que a
CONFINTEA VI acorrerá conjuntamente com três eventos de grande magnitude: a
Conferência Internacional de Educação (ICE), em novembro de 2008 em Geneva;
a Conferência de Educação para o desenvolvimento Sustentável (ESD), em Bonn
em abril de 2009 e a Conferência Mundial de Educação Superior, que ocorrerá
em julho em Paris. Será necessária uma eficaz coordenação capaz de
relacionar as diferentes conferências de modo a assegurar sinergias entre
elas, seus respectivos temas e a garantia da adequação de seus fundos.
Como dentre o grupo consultores não se pôde contar com a presença do
representante brasileiro, dado a um infeliz acidente logo antes do segundo
encontro, um curto relatório foi enviado a sede da UIL (Instituto de
Educação ao Longo da Vida) relatando os principais passos do Brasil tomados
em direção à realização da CONFINTEA VI:
Lançamento oficial do processo nacional brasileiro na ocasião do encontro
Nacional de Educação de Jovens e Adultos em dezembro de 2007,
>
Criação de dois grupos preparatórios brasileiros, um junto ao Ministério da
Educação e outro interministerial,
>
Preparação e exploração das possíveis cidades a sediar o evento, entre elas:
Belém, Fortaleza ou Salvador,
>
Inicio do processo nacional de mobilização, culminando na conferencia
nacional planejada para maio de 2008,
>
Determinação da data da CONFINTEA VI para fins do mês de maio de 2009 (do 25
ao 29).
ICAE - Seminário Virtual da CONFINTEA VI
O Conselho Internacional para a Educação de
Adultos (ICAE) realizou entre 21 de abril e 9 de maio um seminário virtual
como parte do processo preparatório para a VI Conferência Internacional de
Educação de Adultos (Confintea VI), programada para ocorrer no Brasil, entre
19 e 22 de maio de 2009. O evento é promovido pela Organização dos Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
O seminário teve quatro temas: alfabetização, migração e educação de pessoas
adultas, educação e trabalho; e políticas, legislação e financiamento para a
educação de pessoas adultas. As apresentações, realizadas por especialistas
de diversos países, orientarão a entidade na elaboração de documentos e
ações de pressão e intervenção na Conferência, a serem detalhadas em
seminário presencial nos dias 23 e 24 de maio em Londres. Do Brasil,
participaram Sérgio Haddad, como integrante do Comitê Diretivo do ICAE,
Timothy Ireland, da Unesco, e Elizabete Ramos, pela Campanha Nacional pelo
Direito à Educação. Eliane Cavalheiro, representando a ONG Geledés, enviou
comentários.
As apresentações, assim como comentários de
participantes do seminário virtual, estão disponíveis na página eletrônica
do ICAE, em inglês, espanhol e francês:
http://www.icae.org.uy/.
Grale - Relatório Global sobre Aprendizagem e Educação de Adultos
Veja tópico especial sobre o Grale
Relatório Global sobre Aprendizagem e Educação de Adultos
![[GRALE.jpg]](confinteavisport_archivos/image003.jpg)
O QUE É O GRALE?
O GRALE é o
Relatório Global sobre Aprendizagem e Educação de Adultos que será elaborado
no contexto preparatório à VI CONFINTEA, como um relatório global sobre a
Educação de Adultos.
Durante a
primeira reunião do Grupo de Consulta para CONFINTEA VI, em março de 2007,
recomendou-se a criação do documento sob a supervisão do UIL - Instituto de
Educação ao Longo da Vida da UNESCO, situado em Hamburgo na Alemanha,
responsável por coordenar o processo da VI CONFINTEA.
O GRALE se
propõe a ser um documento de referência e um instrumento de advocacy,
no qual o Sumário Executivo constitui-se em uma parte substantiva do texto a
ser apresentado durante o evento. Como documento de referência espera-se que
o GRALE mostre as principais problemáticas e características da educação de
adultos, e como instrumento de advocacy, que promova a importância
desta modalidade de ensino/aprendizagem e mostre suas práticas efetivas.
Espera-se,
também, que possa compreender e implementar as perspectivas do governo, da
sociedade civil, da academia e de investigadores a Educação de Adultos.
O
documento será desenvolvido tomando como referência três principais
recursos:
-
Relatórios Nacionais para CONFNTEA VI e suas sínteses
que se concretizarão em Relatórios Regionais;
-
Revisões e análises de estudos existentes, pesquisas e
outros documentos (literatura secundária);
-
Relatórios publicados, programas e atividades
realizadas em agências multilaterais e bilaterais.
METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO DO GRALE:
Os Estados
membros da UNESCO foram convidados a preparar relatórios nacionais sobre o
status e desenvolvimento da Aprendizagem e Educação de Adultos em seus
respectivos países. Estes Relatórios Nacionais serão
sintetizados em Relatórios Regionais e apresentados nas
Conferências Regionais preparatórias para a CONFINTEA VI com o objetivo de
discutir seus conteúdos e validá-los. Estes deverão salientar os principais
pontos submetidos nos relatórios nacionais, assim como os dados das
literaturas secundárias existentes e as iniciativas e programas nacionais.
As informações obtidas em ambos os relatórios constituem os dados primários
do GRALE. É importante ressaltar que a proposta do GRALE não é de realizar
uma síntese dos relatórios regionais, mas sim, um balanço de ações positivas
e negativas, evitando citar nomes dos países nos casos negativos.
COMO ESTÁ ORGANIZADO O DOCUMENTO:
Como
documento de referência e instrumento de advocacy o GRALE se
apresenta em duas partes principais:
1-
Contexto e Intenções:
Destaca a
importância da Educação de Adultos, sublinhando os principais temas e
desafios enfrentados nesta modalidade de ensino.
2-
Dimensões para Ações em Educação de Adultos:
Descreve o
status da Educação de adultos focando nas áreas de eqüidade, qualidade,
provisões, recursos e governabilidade. Esta parte também aborda os
obstáculos encontrados nesta modalidade.
A estrutura
do GRALE se apresenta da seguinte forma:
Mensagens Chave
Razões
Recomendações
Sumário Executivo
Parte I:
Contexto e Intenções
1.0 Os casos de hoje da Educação de Adultos
1.1 Conjuntura: desenvolvimento global, atualizações contínuas e novos
desafios.
1.2 Agenda global de políticas (em relação aos Objetivos do Milênio e
EPT)
1.3 CONFINTEA I a V: feitos históricos
1.4 CONFINTEA VI: agenda futura
2.0 Intenções: por que Educação de Adultos?
2.1 Alfabetização, conhecimentos, desenvolvimento pessoal e ação
comunitária.
2.2 Participação ativa, cidadania ativa, aprendizagem política ao longo
da vida, economia, cultura e sociedade.
2.3 Macro-transformações dos aspectos sociais e econômicos, reposições/
re-contextualizações das agendas do desenvolvimento humano e
sustentável.
3.0 Temas desafiadores da Educação de Adultos
3.1 Encontros emergentes de desafios globais da EA
- Pobreza
- Meio Ambiente
-
Bem Estar
- Demografia
3.2 Trabalhando em direção ao crescimento pessoal e a equidade social e
regional na EA
- Gênero, Raça e Classe.
- Migração e Mobilidade
- Globalização (Cultural e Econômica)
3.3 Fomentando a democracia, comunidades, sociedades e direitos humanos
na EA
- Valores democráticos e humanitários e ação
Parte II:
Dimensões para Ações em Educação de Adultos
4.0 Equidade: acesso a participação, relevância e adequação.
4.1 Características atuais
4.2 Problemas chaves e repressões, incluindo maus exemplos de práticas.
4.3 Avanços e opções de ações, incluindo bons exemplos de práticas.
5.0 Qualidade: motivação, benefícios, resultados e critérios.
5.1 Características atuais
5.2 Problemas chaves e repressões, incluindo maus exemplos de práticas.
5.3 Avanços e opções de ações, incluindo bons exemplos de práticas.
6.0 Provisionamento: infra-estruturas de aprendizagem contínua e
diversidade
6.1 Características atuais
6.2 Problemas chaves e repressões, incluindo maus exemplos de práticas.
6.3 Avanços e opções de ações, incluindo bons exemplos de práticas.
7.0 Recursos: humanos, financeiros e técnicos.
7.1 Características atuais
7.2 Problemas chaves e repressões, incluindo maus exemplos de práticas
7.3 Avanços e opções de ações, incluindo bons exemplos de práticas
8.0 Governabilidade: papéis e responsabilidades, imputabilidade,
mecanismos participatórios e ação internacional.
8.1 Características atuais
8.2 Problemas chaves e repressões, incluindo maus exemplos de práticas.
8.3 Avanços e opções de ações, incluindo bons exemplos de práticas.
Anexos estatísticos
Bibliografia
Equipe Editorial
Juntamente
com o UIL, uma equipe de consultores supervisionará o processo de elaboração
do GRALE. Esta tarefa consiste na direção da produção dos Relatórios
Regionais e dos seguintes capítulos do GRALE: Mensagens Chave, Razões,
Recomendações e Sumário Executivo. Além da produção dos Relatórios
Regionais, seus redatores o apresentarão nos encontros regionais
preparatórios para a VI CONFINTEA e incorporarão seus principais resultados
e recomendações na consolidação de sua versão final. O Instituto de
Estatística da UNESCO (UIS) apoiará a elaboração quanto ao fornecimento de
dados quantitativos. O UIL, além de coordenar o time editorial apoiará os
redatores no que se refere à coleta e revisão da literatura secundária,
assim como providenciando cópias eletrônicas dos Relatórios Nacionais
CONFINTEA VI e de todos documentos afins. O Sumário Executivo do GRALE será
traduzido em 6 línguas, afim de que este material seja prioritariamente
utilizado durante a conferência. O documento geral, de 200 páginas, estará
disponível apenas em inglês para o encontro de Belém.
Os membros
que compõe o time editorial do GRALE são:
África:
John Aitchison, Universidade de KwaZulu Natal, atualmente consultor
independente (África do Sul) e Hassana Alidou da Universidade de San Diego
(Nigéria)
Estados
árabes:
Abdelwahid
Yousif, conselheiro do Ministério da Educação (Bahrain)
Ásia e
Pacífico:
Manzoor
Ahmed, Universidade BRAC (Bangladesh)
Europa e
América do Norte:
Helen Keogh, Ministério do Trabalho (Irlanda)
América
Latina e Caribe: Rosa Maria Torres, consultora independente (Equador)
Escritores
dos capítulos:
Capítulo 1:
Os casos de Hoje da Educação de Adultos
Carlos Torres
- Argentina - (Universidade de Los Angeles)
Capítulo 2:
Intenções: por quê Educação de Adultos
Carlos Torres
- Argentina - (Universidade de Los Angeles)
Capítulo 3:
Temas desafiadores da Educação de Adultos
Carlos
Torres- Argentina - (Universidade de Los Angeles)
Capítulo 4:
Equidade: acesso a participação, relevância e adequação
Richard
Desjardins - Canadá - (Escola Dinamarquesa de Educação)
Capítulo 5:
Qualidade: motivação, benefícios, resultados e critérios
Faltando
consultor
Capítulo 6:
Aprovisionamento: infra-estruturas de aprendizagem contínua e diversidade
Soonghee Han
– República da Korea – (Universidade Nacional de Seoul)
Capítulo 7:
Recursos: humanos, financeiros e técnicos
Richard
Desjardins
Canadá - (Escola Dinamarquesa de Educação)
Capitulo 8:
Governabilidade: papeis e responsabilidades, imputabilidade, mecanismos
participatórios e ação internacional
Soonghee Han
República da Korea – (Universidade Nacional de Seoul)
Editores
chefes
Lynne
Chisholm – Europa – (Universidade de Innsbruk)
Abrar Hassan
– Canadá - formalmente da OCDE, atualmente como consultor independente
Revisores
Sérgio Haddad -
Brasil – (Ação Educativa)
Ekkerhard
Nuissi – Alemanha – (Instituto Alemão de Educação de Adultos)
AGENDA DO GRALE
O cronograma
de trabalho do GRALE esta alinhado ao processo da VI CONFINTEA:
|
2008 |
|
|
Fevereiro |
1°
Workshop do GRALE (Hamburgo, 20 à 22) |
|
Abril |
|
|
Maio |
Preparação das sínteses dos relatórios regionais
Submissão dos Abstracts
Organização dos relatórios nacionais |
|
Junho |
Preparação das sínteses regionais |
|
Julho |
Preparação das sínteses regionais |
|
Agosto |
Preparação dos capítulos
Finalização do rascunho da síntese regional |
|
Setembro |
Encontro regional da CONFINTEA VI junto ao Encontro Latino americano
e do Caribe de Educação e Jovens e Adultos (México, 10 a 13)
Consolidação do Relatório Regional Latino-americano
Rascunho dos capítulos e anexos |
|
Outubro |
Encontro regional da CONFINTEA VI – Ásia/Pacifico (Coréia do Sul
30/09 a 02/10)
Consolidação do Relatório Regional Asiático.
Apresentação do 1° rascunho do GRALE e síntese regional (dia 24) |
|
Novembro |
Encontro regional da CONFINTEA VI – África (Kenya, 10 a 13)
Consolidação do Relatório Regional Africano.
Revisão dos capítulos (dia 28) |
|
Dezembro |
Encontro regional da CONFINTEA VI – Europa (Hungria, 3 a 5)
Consolidação do Relatório Regional Europeu |
|
2009 |
|
|
Janeiro |
Encontro regional da CONFINTEA VI – Estados árabes (Tunísia)
Consolidação do Relatório Regional árabe
Edição final e Seção de Introdução (dia 30) |
|
Fevereiro |
Apresentação do 2° rascunho do GRALE
Consolidação do GRALE
Submissão à exposição (dia 13)
4ª
reunião do grupo de consultores (final do mês)
Apresentação do GRALE para ser comentado e editado |
|
Março |
Apresentação do manuscrito final do GRALE em inglês |
|
Abril |
Tradução do GRALE para francês, espanhol e português.
Impressão do documento |
|
Maio |
GRALE
pronto
CONFINTEA VI (Brasil, 25 a 29) |
O que esta sendo feito a Nível Nacional?
No Brasil
diversos encontros regionais e estaduais, preparatórios para a Confinatea Vi
estão sendo realizados.
Agendas Nacionais Preparatórias à
CONFINTEA VI
ENCONTROS REGIONAIS E NACIONAL
|
Evento |
Data
|
Local |
Documentos |
|
ENCONTRO ESTADUAL DO FÓRUM DE EJA - RS, PREPARATÓRIO À VI CONFINTEA |
28 e
29 de março de 2008 |
FACED/UFRGS
Porto
Alegre |
http://forumeja.org.br/rs/files/relatorio_eja_confintea_rs_doc.doc |
|
O FÓRUM ALAGOANO DE EJA REALIZA ENCONTRO PREPARATÓRIO PARA A VI
CONFINTEA. |
04 e
05 de abril de 2008 |
Alagoas |
http://forumeja.org.br/al/files/documento%20base%20Alagoas.doc |
|
ENCONTRO ESTADUAL DO FÓRUM DE EJA - RORAIMA, PREPARATÓRIO À VI
CONFINTEA |
16 de
abril de 2008 |
|
|
|
ENCONTRO ESTADUAL DO FÓRUM DE EJA – AMAPÁ PREPARATÓRIO À VI
CONFINTEA |
31 de
março a 01 de abril de 2008 |
Sede
Social do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado do Amapá
– SINSEPEAP |
|
|
ENCONTRO ESTADUAL DO FÓRUM DE EJA ESPÍRITO SANTO PREPARATÓRIO À VI
CONFINTEA |
28 e
29 de março de 2008 |
Vitória, no CEFETES |
http://forumeja.org.br/es/files/Sintese_Encontro.pdf |
|
ENCONTRO ESTADUAL PREPARATÓRIO PARA A VI CONFINTEA
CEARÁ |
31
de Março e 1º de abril |
Centro de Treinamento Professor Antonio Albuquerque, Fortaleza-Ce |
http://forumeja.org.br/ce/files/Relato.doc |
|
III ENCONTRO ESATDUAL DE EJA, COMO PARTE DAS ATIVIDADES
PREPARATÓRIAS PARA A VI CONFINTEA – SANTA CATARINA |
28 de
março de 2008 |
nas
dependências da Escola Fazendária, em Florianopólis |
http://forumeja.org.br/sc/files/Documento%20Estado%20SC%202008.doc |
|
VII ENCONTRO ESTADUAL DO FÓRUM EJA DA BAHIA – PREPARATÓRIA A VI
CONFINTEA |
17 e
18 de março de 2008 |
Instituto Anísio Teixeira |
|
|
IV ENCONTRO ESTADUAL DO FÓRUM EJA DO PIAUÍ – PREPARATÓRIO A VI
CONFINTEA |
04 e
05 de abril de 2008 |
|
|
|
IV ENCONTRO ESTADUAL DO FÓRUM EJA DO PERNANMBUCO – PREPARATÓRIO A VI
CONFINTEA |
|
|
Aguardando info |
|
SERGIPE |
|
|
Aguardando info |
|
ENCONTRO ESTADUAL PREPARATÓRIO À VI CONFINTEA DE RONDÔNIA |
03 e
04 de Abril de 2008 |
Sede
Social do SINTERO Sindicato dos Trabalhadores da Educação de
Rondonia), das 18 ás 22h |
|
|
ENCONTRO PAULISTA DE EJA – PREPARATÓRIO PARA CONFINTEA VI |
14 e
15 de março de 2008 |
Guarulhos, SP |
Documento dom problema no link |
|
CONFINTEA: DIAGNÓSTICO TOCANTINS E DOCUMENTO BASE |
referente ao período 1997-2008 |
|
Diagnóstico EJA Tocantins:
http://forumeja.org.br/to/files/Diagnóstico%20EJA%20Tocantins.pdf
Documento Base Nacional- Proposta para o Tocantins:
http://forumeja.org.br/to/files/DOCUMENTO%20BASE%20NACIONAL%20proposta%20Tocantins.pdf
|
|
ENCONTRO MINEIRO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - PREPARATÓRIO PARA
CONFINTEA VI |
28
e 29 de março de 2008 |
Faculdade de Educação - UFMG |
|
|
ENCONTRO ESTADUAL PREPARATÓRIO À VI CONFINTEA - ACRE
|
03 de
abril de 2008 |
Secretaria de Estado da Educação |
|
|
ENCONTRO PARANAENSE EM PREPARAÇÃO À VI CONFINTEA. |
27 e 28 de março de 2008 |
Centro
de Capacitação da Secretaria Municipal de
Educação de Curitiba |
Documento Base – Paraná:
http://forumeja.org.br/pr/?q=system/files/Doc_Base_Parana.doc
Apresentação Confintea Paraná:
http://forumeja.org.br/pr/files/Apresentação%20CONFINTEA_Paraná.ppt
Apresentação Confintea Curitiba
http://forumeja.org.br/pr/files/Apresentação%20CONFINTEA_Curitiba.ppt
|
|
ENCONTRO ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO PREPARATÓRIO À VI CONFINTEA. |
1 e 2
de abril de 2008 |
Rio de
Janeiro |
Relatório do Encontro Estadual do Rio de Janeiro Preparatório à VI
Confintea:
http://forumeja.org.br/rj/sites/forumeja.org.br.rj/files/relat_pre_confintea.pdf
|
|
ENCONTRO ESTADUAL DO PARÁ PREPARATÓRIO À VI CONFINTEA. |
|
|
|
|
ENCONTRO ESTADUAL DO AMAZONAS PREPARATÓRIO À VI CONFINTEA. |
27 e
28 de março de 2008 |
Universidade Estadual do Amazonas |
Folder Confintea:
http://forumeja.org.br/am/files/FOLDER_CONFINTEA2.jpg
|
|
ENCONTRO ESTADUAL DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS DO ESTADO DE MATO
GROSSO DO SUL PREPARATÓRIO À VI CONFINTEA |
31 de
março de 2008 |
|
|
|
ENCONTRO ESTADUAL PREPARATÓRIO À VI CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE
EDUCAÇÃO PARA ADULTOS - VI CONFINTEA |
|
|
|
Em seu último boletim informativo (10 de julho
de 2008) a Unesco confirma a data e local da VI Confintea: o evento se
realizará entre os dias 19 e 22 de maio de 2008 na cidade de Belém, no
estado do Pará, sob o lema Vivendo e aprendendo para um futuro viável: o
poder da Educação de Adultos.
O lema chama atenção para um dos principais temas a serem discutidos nesta
6ª edição do evento: a relação e contribuição da aprendizagem e educação de
adultos como elemento fundamental ao desenvolvimento sustentável, concebida
e compreendida em suas dimensões social, econômica, ecológica e cultural.
Dentre outros temas a serem explorados apresentam-se políticas, estruturas e
financiamentos para educação de adultos; inclusão e participação; qualidade
da educação de adultos e da educação; alfabetização e outras
competências-chave e a erradicação da pobreza.
A Confintea VI será precedida por outras Conferências Regionais
Preparatórias, onde a Síntese dos Relatórios Nacionais (baseado nos
Relatórios Nacionais) serão discutidas e validadas, os principais debates
regionais sobre educação de adultos serão identificados e recomendações
chaves serão retiradas para alimentar um banco de referências (benchmarks)
para Educação de Adultos.
Confira a agenda das Conferências Preparatórias:
·
América Latina e Caribe:
Tema: Da Alfabetização á Aprendizagem ao Longo da Vida: rumo ao desafios do
século 21.
Data: 10 a 13 de setembro de 2008, Cidade do México (México)
Organizado em cooperação com o Instituto Nacional Mexicano de Educação de
Adultos (INEA), conjuntamente ao Governo do México, o escritório regional da
UNESCO para América Latina e Caribe em Santiago do Chile (OREALC), o
escritório da UNESCO para prioridades das Nações Unidas (ED/UNP) e o
escritório da UNESCO do México
·
Ásia/Pacífico:
Tema: Construindo sociedades justas e sustentáveis na Ásia e no Pacífico: o
desafio da Educação de Adultos.
Data: 6 a 8 de outubro de 2008, em Seoul (República da Korea)
Organizado em cooperação com o Instituto Nacional da Korea para Educação ao
Longo da Vida (NILE), o Governo da República da Korea, o escritório da
UNESCO parar Ásia e Pacífico em Bangkok e o escritório da UNESCO em Beijing.
·
África:
Tema: O poder da Educação de Jovens e Adultos para o desenvolvimento da
África.
Data: 5 a 7 de novembro de 2008, em Nairobi (Kenya)
Organizado em cooperação com o Departamento de Educação de Adultos do
Ministério da Educação, junto ao Governo do Kenya, o escritório regional de
Educação da África em Dakar e o Escritório da UNESCO em Nairobi.
·
Europa, América do Norte e Israel:
Tema: Educação de Adultos para eqüidade e inclusão num contexto de
mobilidade e competição.
Data: 3 a 5 de dezembro de 2008, em Budapest (Hungria)
Organizado em cooperação com o Instituto Húngaro para Cultura do Governo da
Hungria.
·
Estados Árabes
Data : 5 a 7 de janeiro de 2009
Organizado em cooperação com o Escritório Regional da UNESCO em Beirut.
Fórum Internacional de Sociedade Civil – Confintea VI
O Hugo ficou
de criar o texto sobre este evento, mas se precisarem de ajuda podem contar
comigo. uH
FUENTE:
Site do Observatório da Educação - Açao Educativa /Ludmila Carvalho
|